Ba Freyre lança seu mais novo CD, “Pedra Bonita”



Às 21h desta quinta-feira, o cantor Ba Freyre lança seu mais novo CD, “Pedra Bonita”, no espaço cultural do restaurante Âncora, AV Beira Mar, 3821. Na ocasião haverá um coquetel para os presentes. Veja um pouco de sua arte aqui: http://www.youtube.com/watch?v=yMjf36CSD-8

ÉPOCA DOS FESTIVAIS

Na adolescência, juntamente com seu irmão Francisco (Peta) Freyre e seus grandes amigos Daladier Marques, Luiz Alberto Granjeiro, Waliomar Rolim e Alberto Holanda, Ba funda sua primeira banda de música, que começa a animar festinhas locais em clubes, casa de amigos e escolas.

A banda também toca nos primeiros festivais de Cajazeiras:

– Festival regional em Campina Grande, Paraíba – A banda participa com a música “Feito brasileiro”, obtendo o segundo lugar.

– Festival regional de Cajazeiras, Paraíba – A banda participa três vezes e em todas, conquista o primeiro lugar coma as músicas “Margarida” (Ba Freyre e Joaquim Alencar), “Alô Caja Alô” e ” Apoena”.

Neste periodo, Ba é convidado pelo conhecido empresário musical Chico Bem Bem para participar de seu conjunto, que passa a contar com os seguintes músicos: Ba Freyre (guitarra solo e vocal), Perneca (Sax e flauta), Nego Ivan Quirino (Trompete), Waldemar de Cazuza (Bateria), Firmino de Patos (Contrabaixo), Peta Freyre (Guitarra base e vocal) e o próprio Bem Bem (Vocal e empresário).

Com Bem Bem, Ba teve oportunidade de animar festas em várias cidades do Nordeste.

TUDO PELA MÚSICA

Aos 17 anos, Ba muda-se para Fortaleza com a família e, um ano mais tarde, ingressa na faculdade de Direito do Ceará. Sua vocação e talento para a música, no entanto, não permitiam com que se concentrasse nas aulas de “Direito Civil e Penal”. Contra a vontade de sua mãe, que queria vê-lo formado, Ba Freyre decide-se pelo mundo da música, no qual evidenciaria seu talento e carisma.

Ba descreve muito bem todo esse período de pequenas conquistas e de início de carreira na canção ” Tudo pela música”.

Jovem e sonhador, começa a ampliar seu palco através do Circo Bartollo, com o qual, durante alguns meses, viajou por várias cidades do Norte e do Nordeste do Brasil.

De volta a Fortaleza, Ba resolve viajar para Cajazeiras para reencontrar com seus grandes amigos, entre eles Walderez Gomes, que o indicou para a banda “Ases do Ritmo” no Crato.

NO CRATO

A banda “Ases do Ritmo” era composta pelos músicos Hugo Linarde (piano), Jairo Starker (percussão), Mano Malaquias (trompete), Neno (bateria), Cleivan Paiva (guitarra solo), Fanca (vocal), Demontier (percussão e vocal) e Bill Soares (contrabaixo).

Durante esse período, Ba conhece vários artistas, entre eles Rosemberg Cariry, poeta, escritor e cineasta, que se tornou seu grande amigo e parceiro. Dessa parceria, juntamente com Cleivan Paiva, nasceram as trilhas sonoras das peças teatrais de Rosemberg “Romance da Pedra Bonita”, “O beato de Zé Lourenço”, “Dias do futuro” e “O Cariri por exemplo”. Juntos, Ba e Cariry tambem participam do Festival Regional do Cariry com a música “Pedra Bonita”, obtendo o segundo lugar.

Aos 21 anos, Ba forma sua primeira banda com material próprio – “Ave de arribação” – junto com Rosemberg Cariry (mentor intelectual da banda), Cleivan Paiva (guitarra solo), Izânio Santos (contrabaixo e guitarra), Demontier Freitas (bateria) e Tapioca (contrabaixo).

Um ano mais tarde, o compositor emigra para São Paulo com sua banda, começando uma nova fase em sua vida.

EM SÃO PAULO

Em São Paulo, Ba e seu grupo participam de eventos em feiras livres, bares, teatros, clubes e etc.

Em 1981, o grupo participa de seu primeiro grande festival em São Paulo – Festival Universitário da TV Cultura – com a música “Ribanceira” (Cleivan Paiva e Ivan Alencar).

Aos 25 anos, Ba Freyre resolve seguir carreira solo e monta a banda “Amor Instantâneo” com Bill Soares e Tapioca (contrabaixo), Beto Carrera (guitarra), Evaldo Gaúcho e Beto Bispo (bateria), Cacá Malaquias (Sax e flauta), Lazarine e Cezar Napoli (piano) e Billy (percussão). Com a banda, participa de vários shows em locais como Sala Guiomar Novaes, Sesc Pompéia, Estação Vergueiro, etc. Nesse mesmo período, Ba compõe várias canções com Pedro Costa e Zeca Bahia, entre elas “Flor da Magia”, gravada pelo falecido Jessé e por João Pimenta.

Dois anos mais tarde, Ba começa a trabalhar com o compositor e cantor Tom Zé, um dos fundadores do movimento Tropicália. Durante três anos, o músico tocou com Tom Zé, participando de vários projetos culturais e viajando por todo o Brasil.

Neste período, Ba Freyre se casa com a sua primeira esposa. Dessa união, nascem suas duas filhas, Talita e Tamar. Pouco depois do nascimento de Talita, o compositor volta para Fortaleza, dando início a mais uma nova fase de criação em sua vida.

DE VOLTA A FORTALEZA

Ba Freyre volta a compor com seu grande parceiro Rosemberg Cariry, que o ajuda a preparar seu primeiro disco solo.

Em 1990, lança seu primeiro disco pela editora Nação Cariry, co-produzido pela BMG Ariola de São Paulo. O disco é muito bem aceito pela crítica. Ba volta a São Paulo para iniciar uma turnê pelo Brasil divulgando o álbum como parte do “Projeto Pixinguinha”.

Após o “Projeto Pixinguinha”, Ba participa do “Projeto Seis e Meia”. Nesse período de muito trabalho, seu casamento sofre uma pequena crise e sua mulher resolve viajar para Israel com as duas filhas por alguns meses. Durante a estada de sua família em Israel, estoura a guerra do Golfo. Preocupado, Ba rescinde compromissos no Brasil e vai para o Oriente Medio , ao encontro da família. Em 1992, Ba chega em Israel, dando início a mais uma etapa na sua vida.

EM ISRAEL

Chegando em Israel, Ba começa a cantar nas ruas de Jerusalém junto com outras dezenas de novos imigrantes em busca de alguns trocados. Sua voz incomparável e o seu talento, no entanto, o distingüem dos demais e, em menos de um mês, se torna o cantor da melhor banda brasileira/israelense do momento, a “Makumba”, formada, além dele, por Jorge Lima (bateria), Roni Ivrin (percussão), Chacho Shwartz (guitarra solo) e Naomi Bloch (teclados).

Com “Makumba”, Ba interpreta grandes nomes da música brasileira e inclui no repertório músicas de sua autoria em parceria com os próprios integrantes da banda, que começa a fazer sucesso no pais.

A banda “Makumba” passa a trabalhar com a companhia de shows “Coco Loco” fazendo várias apresentações por toda Israel e em paises vizinhos como Turquia, Chipre e Grécia. Com a banda, Ba também participa da abertura do show da cantora Gal Costa em Israel.

Após quatro anos de trabalho contínuo, a banda “Makumba” se desintegra. Parte dos componentes parte em busca de novos horizontes nos EUA e Ba, juntamente com Roni Ivrin, monta uma nova banda, a “Obioba”.

OBIOBA

Com a “Obioba”, Ba trabalha com grandes músicos instrumentistas de Israel: Alon Nadel (baixo e arranjador), Rami Levin (piano), Amir Grivisman (Sax e flauta), Israel Nahum (bateria), Roni Ivrin (percussao e vocal) e a atriz e cantora Galit Guiat (voz). Devido aos seus compromissos televisivos, Guiat é substituida pela talentosa cantora brasileira Guida Moira.

Com a “Obioba”, Bá participa de vários festivais em nivel nacional. No “Festival Israel” (Tel Aviv – 2002), grava um disco gravado ao vivo com a participação do cantor cubano Alfredo Sotolongo. A banda também se apresenta em outros eventos como “Festival jazz & blues em Tel Aviv”, “Festival de jazz” (Kibutz Gaash), “Festival de jazz” (Haifa) e “Festival Internacional de jazz do Mar Vermelho” (Eilat). A “Obioba” também se apresenta junto com grandes nomes da música como Sierra Maestra de Cuba e Rami Kleinstein.

Nessa época, seu casamento chega ao fim.

NOVA FASE

Depois de um curto período tumultuado pela separação, o cantor e compositor conhece sua nova esposa, Tânia, mãe de três filhos, Uzi, Arik e Maya. Juntos, dão início a mais uma etapa da carreira músical de Ba Freyre.

Passado o festival de Eilat, em 2004, Ba opta pela formação de uma nova banda com músicos mais jovens, dando um outro colorido ao seu trabalho e criando um estilo próprio, que mistura MPB com jazz latino.

Com esse trabalho ele vem se apresentando em vários clubes de jazz e festivais, entre eles “Festival Cinematec em Jerusalém”, “Fiesta” (festival de música sul-americana), “Festival Milestone”, “Shuni” (DVD) e “Festival de Música Clássica de Latrun”

Atualmente Ba vem trabalhando no seu novo projeto, um dueto com o percurssionista israelense Dani Benedict, que juntos, buscam a riqueza e o exotismo da musica popular brasileira.

Ba interpreta, entre outras, musicas de Djavan, Caetano Veloso, Chico Buarque, Joao Bosco, Nelson Cavaquinho e de sua propria autoria, acompanhado de sua guitarra e cavaquinho, enquanto que Dani toca tablas, pandeiro, bateria e percussao.

Paralelo a isto, Ba viaja para Fortaleza, Brasil, aonde ele grava o seu mais recente disco, “Às Claras”.

DISCO ÀS CLARAS

” “Às Claras” é uma espécie de balanço geral de todas essas experiências. É um disco que tem bossa, samba, xote, bolero, funk e baladas, além da étnica “Bahia Lugar de Amor”, faixa que fecha o disco, apontando para uma mistura de ritmos e culturas. Todas as faixas do disco respiram, inspiram e transpiram a brasilidade musical de Ba Freyre, formado na escola nordestina de Luiz Gonzaga e Hermeto Pascoal, bem como no delírio harmônico da bossa-nova. O disco conta com o apoio dos músicos Ítalo Almeida, teclados e arranjos; Cainã Cavalcante, violões, guitarras, cavaquinhos e violas; e Miguéias de Sousa, baixo.

Os destaques vão para as faixas “Acender”, um sambossa de harmonia elegante e melodia sofisticada; “O canto da volta”, um baião irresistível, cheio de manhas e malandragens de quem conhece esse ritmo com identidade legítima; “Toma lá dá cá”, um sambafunk com groove classudo, cheio de grife brasileira; “Deusa do Oriente”, uma pegada étnica com swuingue policultural, com ecos da África e de Cuba; “Céu da boca”, uma parceria minha e dele, nascida na mansidão do Parque Ibirapuera, de São Paulo, em uma tarde inesquecível: pelas cores, pelos brilhos, pela viagem, e pela amizade selada em grande harmonia.

“Flor da Magia” é uma faixa que merece destaque especial, pela sua harmonia e pela sua melodia, além da interpretação inspirada de Ba Freyre. A letra é de Zeca Bahia, autor de várias músicas inesquecíveis, como “Porto Solidão”. O tratamento acústico dado a essa composição faz dela uma das grandes canções de 2008. Essa é uma grande composição, rara em nosso cenário atual e que confirma o talento nato de compositor desse paraibano de Cajazeiras. Além de todo esse talento indiscutível, Ba é um músico extremamente moderno e um cantor de mão-cheia, com uma afinação perfeita e um timbre de voz que recebeu com agrado a generosidade do tempo. É com uma satisfação imensa que eu digo: que bom rever você meu amigo! ”

Por Marcos Vinícius Leonel

CARREIRA SOLO

Como solista, Ba participa da abertura do “I e V Festival de cinema brasileiro em Israel” (2002, 2007), do “Tributo a Tom Jobim e Villa-Lobos”, com a direção musical de Uri Bracha e participação da orquestra filarmônica de Israel (2004), do “Tributo a Dorival Cayme e Vila lobbos” junto a orquestra de cordas e coral Fenix regido por Myrna Herzog (2009). Ba também dirige grandes eventos com presença dos maiores representantes da música brasileira no país, entre eles, destacam-se o “Carnaval de Verão” em Cesarea (2005) e o show da Independência do Brasil em Tel Aviv (2005), no qual estiveram presentes mais de 20.000 visitantes

Ba Freyre possui obras gravadas por musicos que vivem em Israel, no Brasil e na França

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